Com mais de 5 milhões de pequenas empresas, não poderiam faltar vários tipos de empreendedores no Brasil. “Informal, visionário, franqueado ou social. O comportamento empreendedor pode existir em várias pessoas, independente da atividade escolhida”, comenta José Dornelas, especialista em empreendedorismo, que classifica os empreendedores em seu livro “Empreendedorismo para Visionários”. 

“Cada um tem seus motivos para empreender. No geral, há dois grupos: os empreendedores por necessidade, que só empreendem para sobreviver, e os empreendedores por oportunidade, que identificam um nicho com potencial de crescimento. No fundo, todos procuram satisfação pessoal, autonomia financeira e querem deixar um legado. Esses modelos não são estáticos. Ele pode evoluir e mudar para outro tipo no decorrer da sua vida”, explica Dornelas.

Veja a seguir os principais tipos propostos por Dornelas e descubra qual o seu perfil.

  • O informal – O empreendedor deste perfil trabalha para garantir o suficiente para viver, tem um risco relativamente baixo e não tem muitos planos para o futuro. Esse tipo tem diminuído bastante com iniciativas como o Microeemprendedor Individual (MEI). 
  • O cooperado – Este tipo costuma empreender ligado a cooperativas, como artesãos. Por isso, trabalho em equipe é primordial. Sua meta é crescer até poder ser independente. Geralmente, estes empreendedores dispõem de poucos recursos e tem um baixo risco 
  • O individual – Este é o empreendedor informal que se formalizou através do MEI e começa a estruturar de fato uma empresa. Este perfil ainda está muito ligado à necessidade de sobrevivência e geralmente trabalha sozinho ou com mais um funcionário apenas. 
  • O franqueado e o franqueador – O franqueado é o empreendedor que comanda o negócio, a franquia. Geralmente, procuram uma renda mensal média e o retorno do investimento. Do outro lado, está o franqueador, responsável por construir uma rede através de sua marca. 

  • O social – A vontade de fazer algo bom pelo mundo aliada a ganhar dinheiro move este empreendedor. Este tipo tem crescido, principalmente entre os jovens que, ainda na faculdade, têm aberto o próprio negócio para resolver problemas que a área pública não consegue. 
  • O corporativo – É o intraempreendedor, ou seja, o funcionário que empreende novos projetos na empresa que trabalha. Seu principal objetivo é crescer na carreira, com promoções e bônus. 
  • O público – O empreendedor público é uma variação do corporativo para o setor governamental. Sua motivação está ligada ao fato de conseguir provar que seu trabalho é nobre e tem valor para a sociedade. 
  • O do conhecimento – Este empreendedor usa um profundo conhecimento em determinada área para conseguir faturar. Eles buscam realização profissional e reconhecimento com isso. 
  • O do negócio próprio – Este é o mais comum e costuma abrir um negócio próprio por estilo de vida ou porque pensa grande. Dentro deste perfil, encontramos subtipos: o empreendedor nato, o serial e o “normal”. O empreendedor nato costuma ser tido como genial, com trajetória de negócio exemplar, como Bill Gates. Já o serial é aquele que cria negócios em sequência. Ele não se apaixona pela empresa em si, mas pelo ato de empreender. Por fim, o “normal” é o empreendedor que planeja para minimizar os riscos e segue o plano estabelecido. 

Fonte: Exame